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Procuradoria promove treinamento de primeiros socorros

Servidores da Procuradoria-Geral do Estado receberam, nesta segunda-feira (3), informações e treinamento básico para prestar os primeiros socorros às vítimas de traumas ou doença súbita. O objetivo do evento foi ensinar técnicas de atendimento pré-hospitalares, como manter as funções vitais da vítima e evitar o agravamento de seu estado de saúde, até que os profissionais qualificados cheguem ao local. O evento foi conduzido pelo Cabo Oliveira, do 1o Grupamento de Busca e Salvamento, do Corpo de Bombeiro Militar.

Os assuntos abordados variaram desde o uso correto do extintor de incêndio e placas de sinalização ao procedimento certo para cada ferimento ou condição específica, como queimadura, fratura, parada cardiorrespiratória, entre outros. Ao final da explicação, os participantes puderam praticar técnicas de verificação de sinais vitais, imobilização de membros, desobstrução das vias aéreas e massagem cardíaca. Importante destacar que as técnicas não substituem o tratamento por um profissional especializado, mas que devem ser empreendidas em situações emergenciais enquanto o auxílio adequado não chega para a remoção da vítima para o hospital.

Para Maria Clara Azevedo, coordenadora administrativa da PGE, é essencial que os servidores tenham conhecimentos básicos sobre o assunto e questões de segurança, principalmente devido ao prédio da instituição estar localizado em um sítio histórico. Em média, 400 pessoas circulam na Procuradoria, diariamente. À época da inauguração do prédio novo, a sede original também passou por uma vistoria técnica e adotou as modificações sugeridas pelos bombeiros. 

Segundo Oliveira, o equilíbrio emocional é a principal diferença entre um profissional treinado e um leigo, e que é preciso avaliar a segurança pessoal e da vítima ao prestar os primeiros socorros e de preferência usar material de proteção ao socorrer alguém, como luvas e máscaras – que devem estar presentes no local de trabalho e à vista de todos. Agir rapidamente é essencial, mas é preciso respeitar os seus limites e auxiliar dentro da sua capacidade e conhecimento. 

Primeiros passos – avaliar o local do acidente e o estado da vítima. Verificar se a vítima está consciente; se está respirando normalmente (a partir de observação de movimento do tórax e abdome); se há hemorragia; checar a dilatação das pupilas (pupilas dilatando de forma desigual pode indicar trauma na cabeça); temperatura corporal (baixa temperatura pode indicar que a vítima está em estado de choque, sinalizando para uma hemorragia interna) e a pulsação. Apalpar delicadamente para localizar possíveis ferimentos. 

Queimaduras – lavar o local apenas com água corrente e mantê-lo resfriado. Retirar roupas e acessórios com cuidado, pois o a parte do corpo afetada tende a inchar depois de um tempo. Caso a queimadura ocorra nos dedos, envolver cada um individualmente, separando-os, para que não grudem entre si. Se a queimadura for muito extensa, envolver a vítima com uma toalha úmida. 

Fraturas – é possível identificar se há fratura quando o membro apresenta deformidade, inchaço e perda da função motora (a vítima não consegue movimentá-lo). Em caso de fratura exposta, quando o osso rompe a camada da pele, não tentar colocá-lo para dentro. Coloque a pala paralelo ao membro que deseja imobilizar e envolva ambos com atadura para evitar movimentos e agravar a lesão.

Hemorragias – tentar conter o sangramento até a chegada de socorro e, se possível, elevar a parte do corpo acima do nível do coração para dificultar o bombeamento do sangue até o local. Hemorragias internas podem se identificadas pelo surgimento de manchas rochas na pele, vômito com sangue, pele fria, ansiedade, sede e perda da consciência. Nesse caso, as técnicas de primeiros socorros são limitadas e deve-se buscar atendimento médico imediatamente. Enquanto isso, colocar compressas frias ou sacos de gelo no local em que há suspeita de hemorragia, pois o frio constringirá os vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo de sangue.

Outros tipos de ferimentos – para cortes profundos, deve-se unir as extremidades da pele e envolvê-la com ataduras. Em caso de ferimentos ocasionados por objetos que ainda se encontrem no corpo, como cacos de vidro, por exemplo, ou empalamentos (quando há o trespasse do corpo por um objeto pontiagudo), não se deve retirar o objeto, pois pode provocar hemorragia. O ideal é imobilizar para que o objeto não se mexa e cause mais dor e lesões à vítima.